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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

SERIE O TEMPO E O VENTO O ARQUIPELAGO PARTE 1-2 E 3- ERICO VERISSIMO




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... onde estou?... alcova-túmulo escuro sem ar... o sapo-boi latejando entre as 
pernas... fole viscoso esguichando um líquido negro... pregado à cama mortuária... o 
sangue se esvaindo pelos poros do animal... incha e desincha... incha e desincha... a 
coisa lhe sobe sufocante no peito. a menininha com saiote de bailarina flor vermelha 
no sexo manipula o brinquedo de mola... ele quer gritar que não!... mas a voz não 
sai... o sapofole atravessado na garganta... a menininha acaricia o monstro... não sabe 
que ele esguicha veneno... minha filha vá buscar socorro... que venham acalmar o 
animal... mas cuidado não me machuquem o peito... a menininha não sabe... aperta 
com os dedos o brinquedo proibido... não vê que assim vai matar o Sumo 
Pontífice?... o remédio é cuspir fora o sapo... tossir fora o bicho-fole-músculo... 
tossir fora... 
Poucos minutos depois das duas da madrugada, Rodrigo Cambará desperta de 
repente, soergue-se na cama, arquejante", e através da névoa e do confuso horror do 
pesadelo, sente na penumbra do quarto uma presença inimiga... Quem é? - exclama 
mentalmente, pensando em pegar o revólver, que está na gaveta da mesinha-decabeceira. 
Quem é? Silêncio e sombra. Uma cócega aflitiva na garganta provoca-lhe 
um acesso de tosse curta e espasmódica... E ele toma então consciência do peso no 
peito, da falta de ar... Ergue a mão para desabotoar o casaco do pijama e leva alguns 
segundos para perceber que está de torso nu. Um suor viscoso e frio umedece-lhe a 
pele. Vem-lhe de súbito o vapor de um novo ataque... Espalma ambas as mãos sobre 
o peito e, agora sentado na cama, 7 meio encurvado, fica imóvel esperando a dor da 
angina. Santo Deus! Decerto é o fim... Em cima da mesinha, a ampola de nitrito... Na 
gaveta, o revólver... Quebrar a ampola e levá-la às narinas... Encostar o cano da arma 
ao ouvido, puxar o gatilho, estourar os miolos, terminar a agonia... Talvez uma 
morte rápida seja preferível à dor brutal que mais de uma vez lhe lancetou o peito... 
Mas ele quer viver... Viver! Se ao menos pudesse cessar de tossir, ficar imóvel como 
uma estátua... Sente o surdo pulsar do coração, a respiração estertorosa... Mas a dor 
lancinante não vem, louvado seja Deus! Só continua a opressão no peito, esta 
dificuldade no respirar..


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Maria Valéria costumava ler os jornais todos os dias, com os óculos
acavalados no longo nariz. Flora gostava de observá-la nessas ocasiões. A
velha não podia ler sem mover os lábios. De vez em quando fazia um
comentário em voz alta — hum! —, encolhia os ombros — mentira! — ou
sacudia a cabeça — boa bisca! — e assim por diante...
Naquela tarde de maio a Dinda lia o Correio do Povo, sentada na sua
cadeira de balanço, enquanto Flora bordava a seu lado. As crianças
brincavam no vestíbulo, numa grande algazarra.
— Vão pro quintal! — gritou a velha. — Não posso ler com esse barulho.
Flora ergueu-se para fazer que os filhos cumprissem a ordem. Ao passar
pela sala de visitas, surpreendeu Sílvia sentada na frente do retrato de
Rodrigo, as mãos pousadas no regaço, uma névoa triste nos olhos. Quando
deu pela presença da madrinha, ficou perturbada, como se a tivessem pilhado
a roubar doces na despensa. Flora compreendeu tudo e comoveu-se.
— Minha querida! — exclamou. — Que é que estás fazendo aqui sozinha?
Vai lá pra cima brincar com a Alicinha.
Quando voltou para a sala de jantar, minutos mais tarde, Maria Valéria
lançou-lhe um olhar por cima dos óculos e perguntou:
— Que bicho será este?
— Que bicho?
A velha tornou a baixar o olhar para o jornal e leu:
— Habeas corpus. Todo o mundo está pedindo esse negócio.
— Ah! Deve ser coisa de advogado. O Rodrigo uma vez me explicou.
Parece que é para tirar uma pessoa da cadeia.
— Hum...
Muitos assisistas tinham sido presos em Porto Alegre e outras localidades
do estado: jornalistas, políticos e gente do povo. A coisa ficava cada vez mais
preta.
A Dinda ergueu-se, brusca, amassou com raiva o jornal e atirou-o em cima
duma cadeira, como se aquelas folhas de papel fossem as principais
responsáveis pela situação em que se encontrava o Rio Grande e o resto do
mundo. Aproximou-se da janela e olhou para fora.
— Chii! — exclamou. — Estamos bem arranjadas...
— Que foi que houve?...

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Naquele sábado de fins de julho de 1930, Rodrigo reuniu alguns amigos no
Sobrado para comemorar o aniversário de Flora. Chegaram primeiro os
Macedos: d. Veridiana, gorducha e matronal, o rosto redondo, a pele de
requeijão, anéis faiscantes nos dedos, toda metida no seu rico casacão de
peles, e envolta numa atmosfera de L’Origan de Coty e naftalina; Juquinha,
sempre jovial, com sua invejável cabeleira negra e espessa, enfarpelado numa
roupa escura feita antes da Revolução de 23, e que já agora começava a
ficar-lhe apertada nos lugares mais inconvenientes. O dr. Dante Camerino veio
com a mulher na esteira dos sogros: ele já com sua barriguinha próspera, pois
tinha boa clínica, fazia dinheiro, começava a ensaiar-se em aventuras
pecuárias; ela cada vez mais parecida com a mãe, de quem ganhara no último
Natal o casacão de peles que ostentava agora. (Desse casal dissera Rodrigo
com terna ironia: “Entendem-se bem: engordam de comum acordo”.)
Contra a expectativa do dono da casa, que convidara os vizinhos
americanos por pura cortesia, compareceram também à festa o rev. Dobson e
sra. D. Dorothy, alvoroçada, soltando suas risadinhas nervosas, procurando
ser amável com todos: o pastor sem saber onde colocar as manoplas
incendiadas de pelos ruivos ou acomodar as pernas de joão-grande: ambos
com um ar vago, transparente e indeciso, como fantasmas sem experiência
que estivessem assombrando uma casa pela primeira vez.
Pouco depois entraram os Prates. O dr. Terêncio, que agora, morto o pai,
era o chefe de seu clã, entregou à criada no vestíbulo o sobretudo preto
trespassado, feito por um dos melhores alfaiates de Paris, tirou as luvas de
pele de cão e jogou-as dentro do seu chapéu Gelot que a rapariga segurava;
e, depois de ajustar o nó da gravata num gesto automático, tomou do braço
da mulher e dirigiu-a para a sala de visitas, com a gravidade de quem carrega
um andor. Marília Prates tinha mesmo algo de madona, uma beleza meio seca
e morta de imagem de pau pintado. Trazia um vestido de seda negro,
simplicíssimo, recendia a Nuit de Noël e como única joia estadeava no peito, à
maneira de broche, uma comenda da Ordem da Rosa que o Imperador
conferira a seu bisavô, general das tropas legalistas que em 35 combateram
os Farrapos. Raramente sorria, tinha orgulho de sua árvore genealógica,
gostava de livros, sabia o seu francês, passara com o marido alguns anos em
Paris e — afirmavam as comadres maliciosas — não dava duas palavras sem
dizer: “Uma vez nos Champs Elysées...”.


BIBLIOTECA 2 PASTA (E)







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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

The Game by Neil Strauss


The Game

 
Although The Game is subtitled "Penetrating the Society of Pickup Artists," Neil Strauss does far more than infiltrate a subculture and report on its doings. He actually becomes a PUA, as pickup artists call each other online. In fact, he becomes one of the most well-known and successful PUAs, moves in with other PUAs, and lectures AFCs-average frustrated chumps-before his world implodes.
The Game is at heart a cautionary tale, the sort told by rock stars. Strauss, a writer for Rolling Stone and other publications, has co-written books by porn star Jenna Jameson, rocker Marilyn Manson, Motley Crue, and Jane's Addiction bandmember Dave Navarro. Strauss' PUAs appear as implausible and out of control as any rock star, including a pre-rehab Courtney Love, who visits Project Hollywood, a house near the Sunset Strip in Los Angeles that Strauss moves into with several other PUAs.
The pick-up artists come across as nerdy, emotionally underdeveloped men, usually young, who have chosen to reinvent themselves as sexually irresistible predators by analyzing the nuances of social behavior and "running programs" that hijack these social structures. If this sounds like computer hacking, that's not too far off: Ross Jeffries, one of the first people to run lectures on PUA techniques (and supposedly the model for Tom Cruise's character in the film Magnolia), promotes a technique called Neuro-Linguistic Programming (NLP) that combines hypnosis with a language of gestures and verbal cues to entice women to have sex.

Other PUAs employ other techniques, including the "Mystery Method," a technique based on the concept of an "indirect approach," befriending the companions of a target while ignoring her in order to make the PUA more attractive. Strauss befriends Mystery, a profoundly damaged professional magician, who developed this technique, and learns his secrets. After learning and some practice, Strauss shaves his head, trades in his clothing, and becomes "Style." Style successfully hits on dozens of women, possibly hundreds-if this story is to be believed. (Strauss insists that this is a true story.)
Any good cautionary tale involves a high degree of titillation: it must describe, in loving detail, the activity that is too unhealthy, dangerous, or immoral for the reader to try. This has two components: the brag, and the instruction manual. True to the form, Strauss writes sentences like "But now, when I walked into a club, I felt a rush of power, wondering which woman would have her tongue down my throat within a half hour." (p. 150) Strauss describes many successful models and techniques, teaches the argot of the seductionists, and points readers at other books that contain further instructions.

The cautionary tale, of course, must also have its unsavory or unappealing aspect. Strauss describes a world that dehumanizes not only the women but the men; a world in which many of the men are social robots, unable or uninterested in any activity beyond seducing an endless number of sex objects; a world without the friendship of women. Soon enough, this insular world consumes itself in arguments over women, over money, and over status. Some fail to escape, or fall into depression; others look to fill the holes in their life with religion; and Neil Strauss gets himself a girlfriend.
Because the cautionary tale brags about how the protagonist triumphs over the thing that brought him so much pleasure and so much pain, in the end it reinforces a conventional morality. This does not lessen the temptation of the immoral, hedonistic lifestyle that the story condemns, nor does it render ineffective the models of that subculture. The morality tale allows the narrator to maintain a sensual and depraved charm while remaining morally irreproachable.

References to the novel and film Fight Club abound: one PUA goes by the name Tyler Durden; another turns Project Hollywood into a dormitory for aspiring PUAs; Strauss consistently describes the PUAs imitating him as an army, or a group of clones. At one point, consciously or unconsciously echoing Fight Club he writes: "Every time we left a city, a lair sprung up if one didn't exist already, bringing together students eager to practice their new skills." (p. 149)

At times, The Game beggars belief. Style's exploits seem so implausible, so cinematic, that it's hard to be sure that the story is true, despite Strauss' assurances. Strauss seduces the reader using the program of the cautionary tale so perfectly that the reader must wonder if he or she is the one being played.
 
 
BIBLIOTECA 1 PASTA ESTRANGEIRA" (INGLES)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Reflexiones Espirituales para una Nueva Tierra - Espanhol





Mientras contemplaba los textos para esta nueva edición, pude percibir que todos ellos  traían un Aroma propio, reconocido fácilmente, que estaba mucho más allá de todo aquello que alguna vez pudiese haber comprendido del mundo a través de la experiencia directa o del conocimiento adquirido.
Percibía, en las palabras, un timbre inconfundible y, aunque pudiera observar una evolución y una madurez en la escritura – estos textos fueron escritos a lo largo de los últimos diez años -, había algo intocable que estaba más allá de la misma.
Comprendí, entonces, que existe en nosotros un Sonido y un Aroma que no son tocados por los olores ni por los ruidos de la civilización. Algo que permanece como siempre fue, con el mismo timbre, con la misma fragancia, sin alteración. Ese Sonido, es la nuestra Esencia, y el Aroma, el Amor con que ésta se expresa.





biblioteca 1 pasta (estrangeira /linguegem espanhol ) 

A Chave de Andrómeda - Espanhol

 
 

Tras el descubrimiento en Egipto Ciudad de los Dioses, Isabel, la formación arqueólogo, participar en otra misión, esta naturaleza interior, viajando por unos pocos lugares en el planeta.Esta peregrinación se le revela un secreto que se basa en una clave ...

A través de los recuerdos de sus encarnaciones pasadas, que conducen de la Atlántida a Egipto, a través del Imperio Inca, Isabel empieza a caminar las huellas de su propia alma. Del Monte Shasta en Estados Unidos, la Serra do Roncador en Brasil, Serro uritorco avistaje Argentina, Machu Picchu en Perú, Isabel se reencuentra consigo misma, poniendo fin a esta peregrinación en el corazón del mundo.




biblioteca 1 pasta( Estrangeira)

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

COMO AGUA PARA CHOCOLATE

 


Tita y Pedro se aman. Pero ella está condenada a permanecer soltera, cuidando a su madre hasta que ésta muera. Y Pedro, para estar cerca de Tita, se casa con la hermana de ella, Rosaura. Las recetas de cocina que Tita elabora puntean el paso de las estaciones de su vida, siempre marcada por la presente ausencia de Tito. Agridulce comedia de amores y desencuentros, una obra chispeante, tierna y pletorica de talento, que se ha convertido en uno de las mayores éxitos de la literatura latinoamericana.
 
LAURA ESQUIVEL
DEBOLSILLO
Categoria(s): Literatura.
ISBN: 9789871138494
Idioma: Espanhol


biblioteca 1 pasta(estrangeira)




















































             













sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

À Sombra da Lua-Brito, Marcos-



À Sombra da Lua Durante o dia, Vila Socorro é apenas uma pacata cidade do interior de São Paulo, reduto da imigração italiana no Brasil. Mas, quando o sol se põe, uma criatura desconhecida aterroriza os moradores, que cobram uma solução das autoridades locais, afinal, há décadas o vilarejo sofre com mortes misteriosas, cometidas por um assassino que não deixa rastros e desafia a lógica humana. Estreia do cineasta Marcos de Britto na literatura, "À Sombra da Lua" já nasce um forte candidato a clássico do terror nacional ao explorar o mito universal do lobisomem contrapondo, numa narrativa madura e vigorosa, racionalidade e mistério.


biblioteca 1 pasta nome do autor(A)

 

4 pagina so pessoal.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

O Curioso Caso de Benjamin Button-F. Scott Fitzgerald


O Curioso Caso de Benjamim Button




Esta é a peculiar saga de um homem que "nasceu" com 70 anos e misteriosamente envelhece ao contrário. Esta fantástica adaptação em quadrinhos ilustra as diversas aventuras de Benjamin Button: ele se apaixona, tem uma família e cria um negócio de sucesso. Em seus últimos anos, ele vai à guerra e depois à Universidade de Harvard. Ao envelhecer, ele fica igual a um bebê recém nascido e volta aos cuidados do berço.

biblioteca 1 pasta nome do autor(A)

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