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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Os Lusíadas, de Luís de Camões


Escrita por Luís Vaz de Camões, Os Lusíadas é uma obra poética considerada a epopéia portuguesa por excelência. Publicada pela primeira vez em 1572, no período literário do classicismo e três anos após o regresso do autor do Oriente, a obra é composta por 1102 estrofes que são oitavas decassílabas, ou seja, possuem 8 versos cada.
A ação principal de todo o poema trata da descoberta feita por Vasco da Gama e sua frota do caminho marítimo para a Índia. O ponto principal sempre é a glorificação do povo português, já que no decorrer dos cantos vários episódios da história de Portugal são relatados. Portanto, a estrutura narrativa apresenta-se nesta viagem.

biblioteca 1 pasta nome do autor(A)

domingo, 10 de novembro de 2013

crisálidas machado de assis

Lembra-te a ingênua moça, imagem da poesia,
Que a André Roswein amou, e que implorava um dia,
Como infalível cura à sua mágoa estranha,
Uma simples jornada às terras da Alemanha.
O poeta é assim: tem, para a dor e o tédio,
Um refúgio tranqüilo, um suave remédio.
És tu, casta poesia, ó terra pura e santa!
Quando a alma padece, a lira exorta e canta;
E a musa que, sorrindo, os seus bálsamos verte,
Cada lágrima nossa em pérola converte.
Longe daquele asilo, o espírito se abate;
A existência parece um frívolo combate,
Um eterno ansiar por bens que o tempo leva,
Flor que resvala ao mar, luz que se esvai na treva,
Pelejas sem ardor, vitórias sem conquista!
Mas, quando o nosso olhar os páramos avista,
Onde o peito respira o ar sereno e agreste,
Transforma-se o viver. Então, à voz celeste,
Acalma-se a tristeza; a dor se abranda e cala;
Canta a alma e suspira; o amor vem resgatá-la;
O amor, gota de luz do olhar de Deus caída,
Rosa branca do céu, perfume, alento, vida.
Palpita o coração já crente, já desperto;
Povoa-se num dia o que era agro deserto;
Fala dentro de nós uma boca invisível;
Esquece-se o real e palpa-se o impossível.
A outra terra era má, o meu país é este;
Este o meu céu azul.
Se um dia padeceste
Aquela dor profunda, aquele ansiar sem termo
Que leva o tédio e a morte ao coração enfermo;
Se queres mão que enxugue as lágrimas austeras,
Se te apraz ir viver de eternas primaveras,
Ó alma de poeta, ó alma de harmonia,
Volve às terras da musa, às terras da poesia!
Tens, para atravessar a azul imensidade,
Duas asas do céu: a esperança e a saudade.
Uma vem do passado, outra cai do futuro;
Com elas voa a alma e paira no éter puro,
Com elas vai curar a sua mágoa estranha.
A terra da poesia é a nossa Alemanha.

biblioteca 1 ( nome do autor)


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Livro - Poesias Completas-Castro Alves


Sinopse - Poesias Completas de Castro Alves - Castro Alves

O glorioso poeta baiano, a voz mais retumbante de nosso Romantismo, vem recebendo de todas as gerações uma consagração à altura de seu gênio. "Rapsodo social" - como bem o diz Godofredo Filho - "incandescido por assuntos tão vivos ainda, o da escravidão e o da liberdade da pessoa humana, dono de palavras das que movem o mundo, o poder dramático de seu verbo comandava os próprios mortos, fossem eles os marujos negros de Palmares", "a barca de granito", ou os de Pirajá e Cabrito, de quem se disse que "a glória desgrenhada acalentava".
 
 


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